terça-feira, 20 de julho de 2010

destrinchando





''Escrevi livros que fizeram
muitas pessoas me
 amar de longe.''

 






Fernando Sabino
enviada em 27.10.1953

Clarice,
        Gostei de saber que você está com a alma mais sossegada. O sentimento de grandeza que você acha que está perdendo talvez agora é que você esteja adquirindo. Sua predisposição para ficar calada não é propriamente uma novidade: a novidade é estar aceitando, inclusive, o silêncio. É bom isso, dá mais paciência, mais compreensão, dá mais sentimento às coisas — e dá grandeza.
Fernando.

enviada em 06 de julho de 1946.
Clarice,
      Por isso (sic) não te posso mandar nenhuma palavra animadora. Digo apenas que não concordo com você quando você diz que faz arte apenas porque “tem um temperamento infeliz e doidinho”. Tenho uma grande, uma enorme esperança em você e já te disse que você avançou na frente de nós todos, passou pela janela, na frente deles todos. Apenas desejo intensamente que você não avance demais para não cair do outro lado. Você tem de ser equilibrista até o fim da vida. E suando muito, apertando o cabo da sombrinha aberta, com medo de cair, olhando a distância do arame já percorrido e do arame a percorrer — e sempre tendo de exibir para o público um falso sorriso de calma e facilidade. Tem de fazer isso todos os dias, para os outros como se na vida não tivesse feito outra coisa, para você como se fosse sempre a primeira vez, e a mais perigosa. Do contrário seu número será um fracasso.

Fernando.

Lygia Fagundes Telles
enviada em 25.11.1977
Minha querida
Clarice,
Queria apenas dizer-lhe que seu livro A hora da estrela é muito belo e que você é muito amada. Segui seu conselho, comprei roupas claras (de preferência, o branco, você disse) e cortei o cabelo. Acho que recomeço a viver, vamos recomeçar juntas? Se eu for aí passar o Natal com meu irmão, quero te levar um pente (como aquele que te dei, outras cores) e te dar um beijo.
Lygia.

Carlos Drummond de Andrade
enviada em 18.08.1975
Clarice, querida:
   Ler ou reler você é sempre uma operação feliz: descobrem-se coisas, aprimora-se o conhecimento das descobertas. Senti isto percorrendo De corpo inteiro e Visão do esplendor. Obrigado, amiga!
       O abraço, a admiração, o carinho do
Drummond





PHOTODAILY

'' (…) Lindas,magníficas.
Ao dar,transmite-se afeto.
E ao receber,sente-se a sinceridade.
Nelas,encontra-se a paz,o amor,a delicadeza,a beleza,a vida.
Porém apenas aos que,sentem na alma…
A sua verdadeira magia.
Nas vermelhas,o amor.
Nas amarelas a harmonia.
Nas rosas,a beleza.
E nas demais… Encantos da vida. ''

segunda-feira, 19 de julho de 2010

The Like - Fair Game

                       

Laena Geronimo

Annie Monroe

Z Berg

Tennessee Thomas
                
lindas <3

domingo, 18 de julho de 2010

DOCE AMOR AMARGO.

            Histórias doces dão audiência e contemplação à plateia, que em unânime agrado ergue-se para aplaudir o amor invencível de um romance piegas. Do outro lado do palco os atores se despedem, tiram a maquiagem e dão a cara ao vento, na noite, no gelo, no frio das vidas que se encontram na estação de um trem; seguindo nos trilhos: anônimos que sofrem, atores que não interpretam mais, casais que ainda vão se formar e os que se desfazem de seus casos pondo o coração na mala e partindo para longe. Pobre corações asfixiados...
          Histórias de amor se passam na voz dos apaixonados, que levam consigo seu lenços para secar a escorregadia e esmiuçada realidade da própria vida e contar a invenção linda do amor alheio na saída do cinema.  Assim logo canta a realidade no amanhacer e contradiz o sonho bom de ter um coração de braços esticados tentando alcançar-lhes num abraço... mas não existem mais braços lá. E o coração se conforma então com a bolsa térmica de água aquecida do lado esquerdo da cama, que faz parecer quentinha a solidão.
         Histórias são amargas quando, amarguradas de falsas esperanças, tentam parecer simpáticas. Na sombra da calçada que forma o casal triunfante de velhinhos que descobriram a tão rara fórmula, se encontram perdidos os atores repletos de aplausos ( Meros falsantes de coração engomado.) à margem, amargurados erguendo a cabeça e olhando o amor de cima, catanto um corpo solitário que lhe abrigue a fé no bonito.
        Doce amor amargo esse, que se satisfaz de aplausos e pipocas. Amor tão recolhido, tão cheio de braços e desejos. Vivo, ainda que sem ar. Doce ainda que ninguém prove. Amargo quando despido. Doce amor amargo que persegue os poetas, doce amor amargo que inspira crônicas fingidas na poesia de amar alguém entre aspas, que faz crescer o números de corações suícidas.
       Doce amor esse...

sábado, 17 de julho de 2010

Lily Allen "The Fear." mk II

                       (The People Vs Lily Allen Video Remake)

             

2000 fãs em todo o Reino Unido da Lily foram selecionados para o remake de The Fear. 
A ideia foi boa e o resultado incrível! <3





ps:. Faz seis meses que isso foi feito hehe
                           por WALT WHITMAN






                (...) O vício é a marca de toda história de amor baseada na obsessão. Tudo começa quando o objeto de sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria - um explosivo coquetel emocional, talvez, feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você adoece, louco e em crise de abstinência ( sem falar no ressentimento para com o traficante que incentivou a você adquirir seu vício, mas que agora se recusa a descolar o bagulho bom - apesar de você saber que ele tem algum escondido em algum lugar, caramba, porque ele antes lhe dava de graça). O estágio seguinte é você esquelética e tremendo em um canto, sabendo apenas que venderia sua alma ou roubaria seus vizinhos só para ter aquela coisa mais um vez que fosse. Enquanto isso, o objeto de sua adoração agora sente repulsa por você. Ele olha para você como se você fosse alguém que ele nunca viu antes, muito menos alguém que um dia amou com grande paixão. A ironia é que você não pode culpá-lo. Quero dizer, olhe bem para você. Você está um caco, irreconhecível até mesmo aos seus próprios olhos. (...)  


                                                    Trecho de Comer, Rezar, Amar de Elizabeth Gilbert

sexta-feira, 16 de julho de 2010

SOMEWHERE

                        

 Quando eu vejo um filme para estrear que eu sinto que vou gostar, eu sempre tenho que vir mostrar pra vocês e liberar por aqui a ansiedade do meu corpo hahahaha . E isso tá acontecendo com Somewhere, o novo filme da Sofia Coppola ( ''Encontros e Desencontros'' e ''Maria Antonieta'') que até o dia da estreia no EUA no dia 22 de dezembro ( sem data prevista por aqui ) vai ser assunto por muitos blogs, sites, tv ...
                A sinopse é mais ou menos esta : Aborda a história do ator Johnny Marco, que decide se hospedar  em hotel glamuroso, desses onde só dinheiro, fama e prazer importam ...  até que recebe a visita inesperada da sua filha (Elle Fanning) de 11 anos e se vê obrigado a reavaliar sua vida.''
  A sinopse em si não me chamou tanto a atenção, mas o trailer e a Sofia me fazem acreditar que vai uma história bem narrada, doce e intensa. E vamos ver a irmãzinha da Dakota Fanning em ação também hihi


quinta-feira, 15 de julho de 2010

A tristeza lhe cai bem.



A angústia consumiu todo o seu peito, eufemismo de pulmão, e você desistiu de fazer poesia, porque você passeia pelo oito ou pelo oitenta com a mesma frequência com que vai ao parque correr. Você não sabe se corre de algum lugar ou para outro lugar, mas continua mesmo assim, até sua perna e seu tornozelo se machucarem, depois de desistirem de andar atrás dessa sua fé impregnada de náuseas sartreanas, que você tenta queimar na fogueira, acendendo vela branca para salvar a sua alma do buraco do ceticismo. Tem essa risada boba e esse jeito meio infantil de se vestir, coisa de espírito livre, mas revela um sorriso desenvergonhadamente sério, acompanhado por olhos extremamente confusos e cabelos bagunçados, que lhe conferem uma angústia quase adotiva quando anda pelas ruas na luz amarelada do final do dia. E como você adora essa luz. Fica trocando de calçada feito uma louca, a cada cinco metros, só para acompanhar a despedida do sol, enquanto você tenta desesperadamente distrair esse seu lado escuro e questionador com um pouco de claridade, porque você tem aquela história de ‘sentir uma insolação quase febril de inconsciência do resto do mundo’. E como você gostaria de um pouco de inconsciência, meu Deus. Talvez você dormisse mais. Talvez você sonhasse mais. Talvez você usasse menos ‘sim’ e ‘não’ e tentasse um ‘talvez’. E de uns tempos pra cá, alguma coisa em você mudou. E você anda por aí com essa alegria constante, até meio vendida, no meio de tantas perguntas a se fazer, a se responder, mas que você ignora fazendo crônicas estúpidas com conclusões estúpidas, tornando você mais uma em qualquer lugar que vai, apesar de não se importar, apesar de achar que não, tantos apesar de. E, imediatamente, eu lembro de você passando pela portaria de cabeça baixa, com o cabelo preto preso em um rabo de cavalo alto e alguns fios caindo nos olhos, cheios de resto de maquiagem preta, que insistem. Você ainda enjoada dos seus próprios erros de menina, procurando nos bolsos algum resto de poesia, enquanto atropela, pelo chão, alguns pedaços das suas próprias vontades, que você esqueceu em algum lugar. E tudo isso, toda essa intensidade, tinha uma certa beleza, sabe? A tristeza lhe cai bem. Porque a alegria, quando freqüente demais, corre aquele pequeno risco de se vulgarizar.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

MINHA FILOSOFIA.

   
   Your secret from Jean-Sebastien Monzani on Vimeo



                                  QUANTO PODE SER BONITA UMA IDEIA CRIATIVA !



.
 O QUE TE IMPEDE DE VOAR?




Acima da corrente elétrica sob seus pés: há um céu, totalmente livre !






A flor se alinha ao chão,
morrendo de desejo de sair correndo com o vento.
Meu coração se agarra ao meu corpo
debatendo-se para não saltar em queda-livre com o desejo,

ardendo...

sem fôlego!




 

domingo, 11 de julho de 2010

She & Him - Thieves

          
tradução

E pra quem gosta da Zooey Deschanal , mais um clipe, saindo do forno (:

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Não faço parte do conjunto completo. Me afasto.
Corresponde-se na composição do meu dia, certo enlaço...
Enlaçando-se de amor translúcido sem lucidez.
Misturo-me ao mundo
mas nunca sou igual a ele. Me refaço.


Everlyn - Anything but easy

                  
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