um fio resta de mim mesma.
e estou tentando puxar o elo
do outro lado da vitrine
que eu tanto observo em sussurro,
sou meio Teseu, meio Ariadne
me descubro em líquidos
despedaço-me em fragmentos ...
dolorosamente eu sou: urgente!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
She is a diamond.
O tumblr indicado de hoje é o fuckyeahhqmarilyn, com fotos em HQ e muito além do que a maioria costuma ver...
Não só para quem admira a Marilyn como para quem gosta da arte dos anos 40/60 já que ela não só era uma artista fora do comum, como sempre fora rodeadas por eles.
''Marilyn Monroe é imagem fugaz. Uma chama tremeluzente multiplicada ao infinito, uma presença intacta que a qualquer instante, pode desaparecer (...) Explode clichês.''
Não se consegue continuar estável à presença dela, não depois de conhecê-la e esmiuçar sua arte. Ela era a obra de arte em si. A mim ela toca, não só por dentro, mas como se lançasse brasa a minha pele. Não é compreensível para quem só conhece a sensualidade da loira de vestido branco esvoaçante ... É preciso conhecer e deixá-la se apresentar como Norma Jeane. Só então se sente queimar .
amar o amor.
Seria como chegar à lua ou saltar de um penhasco e não cair. Era o sol se pondo hora após hora, num vazio cheio de gente. Como não haver gosto num amor desses? que assim, pelo dicionário nem amor seria ...
Intocável, impossível, insolúvel, todos os sufixos de negação antes de qualquer desejo lascivo como tocar ou alcansar. Por uma miopia sugestiva cada passo dado se observava o foco feito na pele, ardendo sobre os pelos enquanto ele mordia distraídamente o lábio inferior. Se os olhos se mirassem, seria caça e presa no meio de uma ferocidade silenciosa de alguns segundos, encarando-se, engolindo cada parte desse coração selvagem demais. Mas não se olhariam. Parecia sórdido demais tamanha coragem num moça tímida. Era mundano; amor mundano.
Inexorável essa tamanha aflição de não falar, de não ter nada além de ar e alguns metros entre os dois. Dois? um só.
Ela, olhando pela vitrine o que desejava maculadamente. E não queria pagar preço para ter. Era execitante não ter. À noite o mundo se corrompia e só depois disso ela conseguia dormir. Corrompida, tocada, amando o amor que nem existia. Falava-se muito e era barulhento demais a demagogia do mundo do lado de fora, então ela se guardava dentro de si mesma, efervencendo a carne de que era feita.
Todos os dias ela desejava. Desejava ter. E se tivesse para onde iriam os versos de seu soneto, sua poesia? Então, que não tivesse.
Ela esperava o pretendente que lhe abrandaria a brasa, se viesse que fosse palpável para ser estável e santo. E seria. Mas não tinha pressa. Havia anseio de continuar assim. Sem posse.
Só amando o amor que tinha...
Intocável, impossível, insolúvel, todos os sufixos de negação antes de qualquer desejo lascivo como tocar ou alcansar. Por uma miopia sugestiva cada passo dado se observava o foco feito na pele, ardendo sobre os pelos enquanto ele mordia distraídamente o lábio inferior. Se os olhos se mirassem, seria caça e presa no meio de uma ferocidade silenciosa de alguns segundos, encarando-se, engolindo cada parte desse coração selvagem demais. Mas não se olhariam. Parecia sórdido demais tamanha coragem num moça tímida. Era mundano; amor mundano.
Inexorável essa tamanha aflição de não falar, de não ter nada além de ar e alguns metros entre os dois. Dois? um só.
Ela, olhando pela vitrine o que desejava maculadamente. E não queria pagar preço para ter. Era execitante não ter. À noite o mundo se corrompia e só depois disso ela conseguia dormir. Corrompida, tocada, amando o amor que nem existia. Falava-se muito e era barulhento demais a demagogia do mundo do lado de fora, então ela se guardava dentro de si mesma, efervencendo a carne de que era feita.
Todos os dias ela desejava. Desejava ter. E se tivesse para onde iriam os versos de seu soneto, sua poesia? Então, que não tivesse.
Ela esperava o pretendente que lhe abrandaria a brasa, se viesse que fosse palpável para ser estável e santo. E seria. Mas não tinha pressa. Havia anseio de continuar assim. Sem posse.
Só amando o amor que tinha...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Música à la carte
Praticidade, conteúdo e música em multi-opções. Vos apresento : Vye Music !
Música livre, sem limites, e utilizando o catálogo massivo de gêneros. Para quem tem uma profunda preguiça de baixar todo o albúm das bandas que gosta ( como eu...) ou para quem quer conhecer coisa nova é a criação do século hahaha. Ele está aí desde 2007 e foi criado por um garoto de 17 anos da Califórnia.Funcionalidades do Vye:
Pop, Rock, Alternativo, Indie, Country, Rap, Metal, Punk, Hardcore, Hip Hop. Ou seja, é físicamente impossível você não encontrar oque gosta mesmo se for a pessoa menos eclética do mundo.
funcionalidades do Vye :
Perfis de artista ter uma visão geral de qualquer artista. Exibe uma pequena biografia, os artistas parecidos, faixas e uma lista de todos os álbuns de maior popularidade.
Rádio lhe permite selecionando artistas preferidos, e proibir outros.
Music Never Dies o que significa que nunca a Vye para. Se você não tem nada na fila, Vye irá selecionar algo para você ouvir.
Listas de forma rápida e facilmente construir uma lista da sua música preferida. Eles são muito fácil compartilhar também!
(...) descubra o resto
existência
dê-me sua mão
deixe-me esmiuçar sua voz
guardar seus detalhes
E te comprar uma casa, um carro, um sorvete
apresente-se para mim
E sorria.
Eu ainda não existo,
arranque as páginas dentro de mim
dê-me sua mão.
deixe-me esmiuçar sua voz
guardar seus detalhes
E te comprar uma casa, um carro, um sorvete
apresente-se para mim
E sorria.
Eu ainda não existo,
arranque as páginas dentro de mim
dê-me sua mão.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
NAS ENTRELINHAS
por Maria Rita Angeiras
Poetas e escritores de quinta, destacando que o 'de quinta' é apenas um jeito charmoso de denominar a classe que escreve sem grandes pretensões burguesas, são a nata artística da virilidade dos homens. Têm o costume de ocupar as mesas dos bares sem aquela falsa despretensão indie, e fazem do chão sujo dos botecos um templo de adoração dos amigos garçons, da cerveja estupidamente gelada e, claro, de reverência às suas musas inspiradoras. Estas, ao contrário da maioria que se vê por aí, não se aventuram ao longo dos azulejos azuis em saltos doze centímetros ou em calças jeans 'dois números a menos, por favor'. Em compensação, têm a graciosidade estampada nos tênis infanto-juvenis, no cabelo quase sempre bagunçado e cansado do dia-a-dia, na maneira apaixonada com que defendem seus ideais pseudo-feministas e na revelação dos amores comunistas que vão fazendo ao longo da noite, de acordo com o adorável nível alcoólico. Não querem presentes caros, mimos exóticos, mensagens amorosas às oito da noite, mensagens desesperadas às cinco da manhã e e-mails com declarações de amor virtual. Querem a vivacidade dos poemas, a dor dos sonetos, a continuação das estrofes, a perdição dos trechos, a narração dos enredos, a descrição das crônicas e a simplicidade dos textos. Desejam, sem nenhum apego consumista, deitar por cima de papéis, abraçar bilhetes e escrever na parede um pedaço dele, na tentativa de aprisionar aquela poesia entre quatro paredes. E enquanto outras falam de borboletas, estas carregam na barriga frases, palavras, orações e letras. E diante de tanta poesia, se alguém vem me falar de preço, eu viro a cara, mudo de calçada e até finjo que desconheço. Porque não dá pra comparar a conta de um jantar romântico com a eternidade de um soneto.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
trecho
(ando encontrando trechos esquecidos aqui no pc. Resolvi relembrá-los )
1 . Caía mais um dia limpo na cidade azul. Como que se dissesse até o tempo, que tudo continuava estável e calmo. Calma essa, não mencionada em voz alta; essa que se avança no peito e que se continuar, possa desensinar o coração a pulsar; até tal ponto que um dia ocorra infarto do miocárdio por não saber mais como mover-se dentro do tórax.
Coração. Muito mais cor, que ação ...
1 . Caía mais um dia limpo na cidade azul. Como que se dissesse até o tempo, que tudo continuava estável e calmo. Calma essa, não mencionada em voz alta; essa que se avança no peito e que se continuar, possa desensinar o coração a pulsar; até tal ponto que um dia ocorra infarto do miocárdio por não saber mais como mover-se dentro do tórax.
Coração. Muito mais cor, que ação ...
sábado, 11 de setembro de 2010
sobre a escrita
escrever é passo à passo,
um após ou outro, descalço.
é como não saber falar e dizer tudo de uma vez
e até com guardanapo passar a mensagem.
hoje se escreve de tudo,
mercadoria à amor ( um igual ao outro, às vezes).
porque o mundo ultrapassou a si próprio
e a escrita supera as galáxias... e além
sábado, 4 de setembro de 2010
perguntas extraviadas.
onde deixei meu amor peralta
que me alisava o interior
e massageava a alma pelos vasos sanguíneos ...
desde quando me assombra essa tristeza consciente
ressentida,
assim tão bem escondida por mim?
em qual rua deixei cair meu amor,
que cintilava nas negras retinas
com elegância suficientemente recatada ...
se me deram um coração tão presunçoso
por que então, um amor tão esquivo
que não acha as mãos certas que lhe segure as asas?
que me alisava o interior
e massageava a alma pelos vasos sanguíneos ...
desde quando me assombra essa tristeza consciente
ressentida,
assim tão bem escondida por mim?
em qual rua deixei cair meu amor,
que cintilava nas negras retinas
com elegância suficientemente recatada ...
se me deram um coração tão presunçoso
por que então, um amor tão esquivo
que não acha as mãos certas que lhe segure as asas?
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