domingo, 6 de junho de 2010

la musique française.

Não troco essas vozes tão fácil ...

Emilie Simon - Fleur de Saison

 Coeur de Pirate - Berceuse

Camélia Jordana - Moi C'est

Carla Bruni - L´amour 

♥_♥




Algum dia chego à França hihi

sábado, 5 de junho de 2010

A CASA CAIU

E o céu se abriu,
O chão zuniu,
O vento grunhiu,
A cama rangiu,
O coração diluiu.

E então, você correu
Mas a promessa não era assim.
Depois que o mundo acabasse
que o universo expandisse
que a bolha estourasse...
Mas você correu e partiu sem mim


E a rima repetiu
A esperança repartiu
Os sonhos que ninguém mais viu.
Os falsos amigos estão para mais de mil!

Mas por onde vai você, amor?!
Que disse bem assim:
- E se tu caires me jogo em teu encontro, meu bem!
Por onde anda agora que ... ?

O céu se abriu,
O chão zuniu,
O vento grunhiu,
A cama rangiu,
O coração diluiu.

Coeur de Pirate - Comme des enfants




        '' Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort.''

tradução <3

sexta-feira, 4 de junho de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

'' Dorme minha pequena, não vale a pena despertar...''

(Acalanto para Helena, Chico Buarque)


Quando quero fugir de uma situação, de uma pessoa que bate na porta, de um compromisso, de um poema, de uma ligação, dessa obrigação do se relacionar, do sorrir educadamente, do dispensar gestos e palavras que necessitam um pouco de esforço para surgirem naturalmente, eu morro. Fico morta o maior tempo que for possível. Morro algumas vezes na minha cama ou no meu sofá, outro dia dei até para morrer enquanto me encostava na janela.
Morro de cansaço, de stress, de preguiça, de fome, de vontade. Minha morte é um ato premeditado, como não teria coragem de me matar de verdade e se me arrependesse não teria como voltar, fecho os olhos. Fecho o quanto mais eu puder dos olhos, até que os cílios se abracem de tal forma que seriam capazes de nunca mais se soltarem.
Morro. A pálpebra encerra o meu contato com o mundo, cortinas do teatro, lacres propositais. Não quero nenhum contato, não quero sons, não quero pele, não quero gosto. Me coloco para dentro de mim, me recolho com cuidado de como se qualquer movimento brusco fosse capaz de me quebrar, me repartir, me retirar um pedaço que fosse importante ou que fosse precioso demais para ser perdido.
Não é dormir, não é pensar. Não quero nada na mente, não quero nenhum movimento involuntário do corpo. Respiro fraquinho, mas ainda consigo sentir o ar como uma ventania me penetrando o nariz: é isso, mais nada. O ar, essa necessidade invisível é o que me deixa no laço fragilíssimo com a vida.
Me retiro da cena, não exijo papéis, não decoro falas prontas. Morro. A sensação é mesma de quando nos colocamos por trás da janela e olhamos para fora sem ver, pensamos sem saber no quê. Imóveis. Perdidos dentro da própria casa, menores ou maiores que o corpo, às vezes fora do corpo. Perdidos de nós mesmos. Perdidos mas pedindo: “Por favor, alguém me encontre, alguém me cuide, alguém me leve para casa e me conte histórias até que eu adormeça.”
Um pedido de salvação, uma oração que dispensa o nome de Deus. Esse silêncio é meu grito. Essa forma de morrer é uma súplica para um convite para a vida.
Morro como uma fuga das coisas que necessitam de mim. Não há morte que seja heróica, morrer é uma covardia, embora que ela me exija ser forte. Uma coragem covarde, quase uma epifania. Um abismo antes do último passo até o milagre.


Cáh Morandi

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PHOTODAILY

  Como amante da fotografia que sou, sinto um Q de inveja de uma olhar tão aguçado e criativo!
      Fotos de autoria do Carl Kleine ( mais sobre o trabalho dele aqui ) :

♥ ♥ ♥

domingo, 30 de maio de 2010

Quelqu'un m'a dit - Carla Bruni

Alguém Me Disse
Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que desliza é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz seus investimentos.

No entanto alguém me disse...
Que você ainda me amava,
Foi alguém que me disse que você ainda me amava.
Seria possível então?

Disseram-me que o destino debocha de nós
Que não nos dá nada e nos promete tudo
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então a gente estende a mão e se descobre louco


Mas quem me disse que você ainda me amava?
Eu não recordo mais, já era tarde da noite,
Eu ainda ouço a voz, mas eu não vejo mais seus traços
'ele ama você, isso é segredo, não diga a ele que eu disse a você'
Sabe, alguém me disse...
Que você ainda me amava, disseram-me isso de verdade...
Que você ainda me amava, Seria isto possível então?

Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que se vai é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz  seus investimentos.

Composição: Carla Bruni / Léos Carax
                                           
                                         

She & Him - Why Do You Let Me Stay Here?

Falando nisso... já conhecem os dotes musicais da Zooey Deschanel?
Qualquer semelhança com a Katy Perry é mera coincidência !




tradução

Garotas se apaixonam e garotos detestam compromissos... Às vezes não!





       

        

       

       
                                        
        Não há nada mais animador que assistir um filme e sair renovada, com o coração quentinho e um meio sorriso nos lábios. Já tava meio cansada de assistir filmes para ter a sensação de 1 hora e meia a menos na vida, perdidos. Maaaaaaas para minha salvação achei por aqui um dvd perdido: 500 dias com Ela ( 5oo days of summer)! OK, eu sei que não é nenhuma estreia e que provavelmente todo mundo já deve ter assistido! Mas quando eu gosto mesmo de alguma coisa não consigo me conter hihi Já que me resta apenas lamentar de não ter visto no cinema.
    Tão doce, e diferente desses clichês romanticos de filmes americanos. Além de ter a protagonista com os olhos mais absolutamente perfeitos do mundo ( Acho que sou bem extremista ... ) e atuação intocável pelo Joseph Gordon-Levitt com seu charme múltiplo interpretando Tom.
Se você já assistiu releve meu intusiasmo bobo e se você não viu alugue, baixe, compre o pirata na feirinha enfim... em algum momento você vai se identificar.

'' Tem algo que sabemos sobre o amor: É que não sabemos nada!''


            

sábado, 29 de maio de 2010

ACEITAÇÃO.

É mais fácil pousar os ouvidos nas nuvens
e sentir as estrelas
do que prendê-lo à terra e alcançar o rumor dos teus passos.

É mais fácil, também, debruçar os olhos no oceano
e assistir, lá no fundo, ao nascimento mudo das formas,
que desejar que apareças, criando com teu simples gesto
o sinal de uma eterna esperança.

Não me interessam mais nem as  estrelas, nem as formas do mar,
nem tu.

Desenrolei de dentro do tempo a minha canção:
não tem inveja às cigarras: também vou morrer de cantar.

 Cecília Meireles.

My Idea of Heaven - Leigh Nash

  



''No paraíso o amor está em todo lugar.
Não há dor
Não há lagrimas
No paraíso o amor dura para sempre
E não desaparece.''




tradução completa

quarta-feira, 26 de maio de 2010

    '' (...) Para ter problemas com limites é preciso ter limites, certo? Mas eu sou inteiramente tragada pela pessoa que amo. Sou como uma membrana permeável. Se eu amo você, eu lhe dou tudo que tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o tempo do meu cachorro- tudo. Se eu amo você, carregarei para você toda a sua dor, assumirei por você todas as suas dívidas (em todos os sentidos da palavra), protegerei você da sua própria insegurança, projetarei em você todo tipo de qualidade que você na verdade nunca cultivou em si mesmoo e comprarei presentes de Natal para sua família inteira. Eu lhe darei o sol e um vale de chuva. Darei a você tudo isso e mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira que terei de recuperar minha energia será me apaixonar por outra pessoa.'' 



Trecho de Comer, Amar, Rezar de Elizabeth Gilbert.

domingo, 23 de maio de 2010


Pra vocês que estão sempre aqui. Obrigada ! <3

Ps:. Semana de prova! Sabem como é... Atualizações menos rotineiras. :(
                               
                              
                                         clique para ouvir

































sábado, 22 de maio de 2010

Sobre acasos e casos.



             Eu poderia ser menos casual, mais aguçada, sem meio termos e casos de amor paradoxal. Eu poderia escrever na terceira pessoa para parecer mais coerente e sensata quando precisasse definir acasos. Acasos como amar, sorrir, sofrer, sentir. Mil e um acasos mal explicados, cacos soltos como meu platônismo cansativo, mal vivido. Mas não sou única por isso, talvez Freud entendesse e me diagnosticasse alguma síndrome de qualquer coisa. Aliás, acho que Freud não perderia tempo no meus casos; que deixasse para algum romance barato de banca de jornal, os meus acasos. Transcedo e fico vivendo em um lugar tão meu, que ninguém mais conhece. Assim como no País das Maravilhas se pinta rosas brancas de vermelho  eu pinto a realidade de 7 cores.
           Mas no final, nem Freud, País, ou maravilha alguma é capaz de motivar a luta que deve estender por dentro do corpo, diariamente, se esgueirando por todas as fendas da alma. Matando os minotauros nos labirintos da mente, dando fim ao meu platonismo melancólico.
          Aprendi que acasos se calam quando passam e se alastram se a gente os espera com temor.
       Eu poderia tudo oque eu pretendia nas primeira linha deste texto. Mas organizando em etapas, primeiro a espada, depois a luta e no fim : o amor.